sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Voleibol

Voleibol (chamado frequentemente no Brasil de Vôlei e em Portugal de Vólei) é um desporto praticado numa quadra dividida em duas partes por uma rede, possuindo duas equipes de seis jogadores em cada lado. O objetivo da modalidade é fazer passar a bola sobre a rede de modo a que esta toque no chão dentro da quadra adversária, ao mesmo tempo que se evita que os adversários consigam fazer o mesmo. O voleibol é um desporto olímpico, regulado pela Fédération Internationale de Volleyball (FIVB).


História
O volei foi criado em 9 de fevereiro de 1895 por William George Morgan nos Estados Unidos da América. O objetivo de Morgan, que trabalhava na "Associação Cristã de Moços"(ACM),era criar um esporte de equipes sem contato físico entre os adversários, de modo a minimizar os riscos de lesões. Inicialmente jogava-se com uma câmara de ar da bola de basquetebol e foi chamado Mintonette, mas rapidamente ganhou popularidade com o nome de volleyball. O criador do voleibol faleceu em 27 de dezembro de 1942 aos 72 anos de idade.

Em 1947 foi fundada a FIVB. Dois anos mais tarde, foi realizado o primeiro Campeonato Mundial de Voleibol da modalidade, apenas para homens.Em 1952, o evento foi estendido também ao voleibol feminino. No ano de 1964 o voleibol passou a fazer parte do programa dos Jogos Olímpicos, tendo-se mantido até a atualidade.

Recentemente, o voleibol de praia, uma modalidade derivada do voleibol, tem obtido grande sucesso em diversos países, nomeadamente no Brasil e nos EUA. Nos esportes coletivos, a primeira medalha de ouro olímpica conquistada por um país lusófono foi obtida pela equipe masculina de vôlei do Brasil nos Jogos Olímpicos de Verão de 1992. A proeza se repetiu nos Jogos Olímpicos de Verão de 2004, nos Jogos Olímpicos de Verão de 2008 foi a vez da seleção brasileira feminina ganhar a sua primeira medalha de ouro em Olimpíadas.

Regras
Para se jogar voleibol são necessários 12 jogadores divididos igualmente em duas equipes de seis jogadores cada.

As equipes são divididas por uma rede que fica no meio da quadra. O jogo começa com um dos times que devem sacar.Logo depois do saque a bola deve ultrapassar a rede e seguir ao campo do adversário onde os jogadores tentam evitar que a bola entre no seu campo usando qualquer parte do corpo (antes não era válido usar membros da cintura para baixo, mas as regras foram mudadas). O jogador pode rebater a bola para que ela passe para o campo adversário sendo permitidos dar três toques na bola antes que ela passe, sempre alternando os jogadores que dão os toques. Caso a bola caia é ponto do time adversário.

O jogador não pode encostar na rede, caso isso ocorra o ponto será para o outro time. O mesmo jogador não pode dar 2 ou mais toques seguidos na bola, exceção no caso do toque de Bloqueio.

O campo
É retangular, com a dimensão de 18 x 9 metros, com uma rede no meio colocada a uma altura variável, conforme o sexo e a categoria dos jogadores (exemplo dos séniores e juniores: masculino -2,43 m; femininos 2,24 m).

Há uma linha de 3 metros em direção do campo para a rede, dos dois lados e uma distância de 6 metros até o fim da quadra. Fazendo uma quadra de extensão de 18 metros de ponta a ponta e 9 metros de lado a lado.

A equipe
É constituída por 12 jogadores: -6 jogadores efectivos -6 jogadores suplentes

Equipamento
As partidas de voleibol são confrontos envolvendo duas equipes disputados em ginásio coberto ou ao ar livre conforme desejado.

O campo mede 18 metros de comprimento por 9 de largura (18 x 9 metros), e é dividido por uma linha central em um dos lados de nove metros que constituem as quadras de cada time. O objetivo principal é conquistar pontos fazendo a bola encostar na sua quadra ou sair da área de jogo após ter sido tocada por um oponente.

Acima da linha central, é postada uma rede de material sintético a uma altura de 2,43 m para homens ou 2,24 m para mulheres (no caso de competições juvenis, infanto-juvenis e mirins, as alturas são diferentes). Cada quadra é por sua vez dividida em duas áreas de tamanhos diferentes (usualmente denominadas "rede" e "fundo") por uma linha que se localiza, em cada lado, a três metros da rede ("linha de 25 metros").

No voleibol, todas as linhas delimitadoras são consideradas parte integrante do campo. Deste modo, uma bola que toca a linha é considerada "dentro" (válida), e não "fora" (inválida). Acima da quadra, o espaço aéreo é delimitado no sentido lateral por duas antenas postadas em cada uma das extremidades da rede. No sentido vertical, os únicos limites são as estruturas físicas do ginásio.

A bola empregada nas partidas de voleibol é composta de couro ou couro sintético e mede aproximadamente 65 cm de perímetro. Ela pesa em torno de 270g e deve ser inflada com ar comprimido a uma pressão de 0,30 kg/cm².


Estrutura
Ao contrário de muitos esportes, tais como o futebol ou o basquetebol, o voleibol é jogado por pontos, e não por tempo. Cada partida é dividida em sets que terminam quando uma das duas equipes conquista 25 pontos. Deve haver também uma diferença de no mínimo dois pontos com relação ao placar do adversário - caso contrário, a disputa prossegue até que tal diferença seja atingida. O vencedor será aquele que conquistar primeiramente três sets.

Como o jogo termina quando um time completa três sets vencidos, cada partida de voleibol dura no máximo cinco sets. Se isto ocorrer, o último recebe o nome de tie-break e termina quando um dos times atinge a marca de 15, e não 25 pontos. Como no caso dos demais, também é necessária uma diferença de dois pontos com relação ao placar do adversário.

Cada equipe é composta por doze jogadores, dos quais seis estão atuando na quadra e seis permanecem no banco na qualidade de reservas. As substituições são limitadas: cada técnico pode realizar no máximo seis por set, e cada jogador só pode ser substituído uma única vez - com exceção do Líbero - devendo necessariamente retornar à quadra para ocupar a posição daquele que tomara originalmente o seu lugar.

Os seis jogadores de cada equipe são dispostos na quadra do seguinte modo. No sentido do comprimento, três estão mais próximos da rede, e três mais próximos do fundo; e, no sentido da largura, dois estão mais próximos da lateral esquerda; dois, do centro da quadra; e dois, da lateral direita. Estas posições são identificadas por números: com o observador postado frente à rede, aquela que se localiza no fundo à direita recebe o número 1, e as outras seguem-se em ordem crescente conforme o sentido anti-horário.

O jogo
No início de cada set, o jogador que ocupa a posição 1 realiza o saque, e, acerta a bola com a mão tencionando fazê-la atravessar o espaço aéreo delimitado pelas duas antenas e aterrissar na quadra adversária. Os oponentes devem então fazer a bola retornar tocando-a no máximo três vezes, e evitando que o mesmo jogador toque-a por duas vezes consecutivas.

O primeiro contato com a bola após o saque é denominado recepção ou passe, e seu objetivo primordial é evitar que ela atinja uma área válida do campo. Segue-se então usualmente o levantamento, que procura colocar a bola no ar de modo a permitir que um terceiro jogador realize o ataque, ou seja, acerte-a de forma a fazê-la aterrissar na quadra adversária, conquistando deste modo o ponto.

No momento em que o time adversário vai atacar, os jogadores que ocupam as posições 2, 3 e 4 podem saltar e estender os braços, numa tentativa de impedir ou dificultar a passagem da bola por sobre a rede. Este movimento é denominado bloqueio, e não é permitido para os outros três atletas que compõem o restante da equipe.

Em termos técnicos, os jogadores que ocupam as posições 10, 9 e 2 só podem acertar a bola acima da altura da rede em direção à quadra adversária se estiverem no "fundo" de sua própria quadra. Por esta razão, não só o bloqueio torna-se impossível, como restrições adicionais se aplicam ao ataque. Para atacar do fundo, o atleta deve saltar sem tocar com os pés na linha de três metros ou na área por ela delimitada; o contato posterior com a bola, contudo, pode ocorrer no espaço aéreo frontal.

Após o ataque adversário, o time procura interceptar a trajetória da bola com os braços ou com outras partes do corpo para evitar que ela aterrise na quadra. Se obtém sucesso, diz-se que foi feita uma defesa, e seguem-se novos levantamento e ataque. O jogo continua até que uma das equipes cometa um erro ou consiga fazer a bola tocar o campo do lado oponente.

Se o time que conquistou o ponto não foi o mesmo que havia sacado, os jogadores devem deslocar-se em sentido horário, passando a ocupar a próxima posição de número inferior à sua na quadra (ou a posição 3, no caso do atleta que ocupava a posição 4). Este movimento é denominado rodízio.


Líbero
O líbero é um atleta especializado nos fundamentos que são realizados com mais frequência no fundo da quadra, isto é, recepção e defesa. Esta função foi introduzida pela FIVB em 1998, com o propósito de permitir disputas mais longas de pontos e tornar o jogo deste modo mais atraente para o público. Um conjunto específico de regras se aplica exclusivamente a este jogador.

O líbero deve utilizar uniforme diferente dos demais, não pode ser capitão do time, nem atacar, bloquear ou sacar. Quando a bola não está em jogo, ele pode trocar de lugar com qualquer outro jogador sem notificação prévia aos árbitros, e suas substituições não contam para o limite que é concedido por set a cada técnico.

Por fim, o líbero só pode realizar levantamentos de toque do fundo da quadra. Caso esteja pisando sobre a linha de três metros ou sobre a área por ela delimitada, deverá exercitar somente levantamentos de manchete, pois se o fizer de toque por cima (pontas dos dedos) o ataque deverá ser executado com a bola abaixo do bordo superior da rede.

Pontos
Existem basicamente duas formas de marcar pontos no voleibol. A primeira consiste em fazer a bola aterrissar sobre a quadra adversária como resultado de um ataque, de um bloqueio bem sucedido ou, mais raramente, de um saque que não foi corretamente recebido. A segunda ocorre quando o time adversário comete um erro ou uma falta.

Diversas situações são consideradas erros:

A bola toca em qualquer lugar exceto em um dos doze atletas que estão em quadra, ou no campo válido de jogo ("bola fora").
O jogador toca consecutivamente duas vezes na bola ("dois toques").
O jogador empurra a bola, ao invés de acertá-la. Este movimento é denominado "carregar ou condução".
A bola é tocada mais de três vezes antes de retornar para o campo adversário.
A bola toca a antena, ou passa sobre ou por fora da antena em direção à quadra adversária.
O jogador encosta na rede com qualquer parte do corpo exceto os cabelos.
Um jogador que está no fundo da quadra realiza um bloqueio.
Um jogador que está no fundo da quadra pisa na linha de três metros ou na área frontal antes de fazer contato com a bola acima do bordo superior da rede ("invasão do fundo").
Postado dentro da zona de ataque da quadra ou tocando a linha de três metros, o líbero realiza um levantamento de toque que é posteriormente atacado acima da altura da rede.
O jogador bloqueia o saque adversário.
O jogador está fora de posição no momento do saque.
O jogador saca quando não está na posição 1.
O jogador toca a bola no espaço aéreo acima da quadra adversária em uma situação que não se configura como um bloqueio ("invasão por cima").
O jogador toca a quadra adversária por baixo da rede com qualquer parte do corpo exceto as mãos ou os pés ("invasão por baixo").
O jogador leva mais de oito segundos para sacar
No momento do saque, os jogadores que estão na rede pulam e/ou erguem os braços, com o intuito de esconder a trajetória da bola dos adversários. Esta falta é denominada screening
Os "dois toques" são permitidos no primeiro contato do time com a bola, desde que ocorram em uma "ação simultânea" - a interpretação do que é ou não "simultâneo" fica a cargo do arbitro.
A não ser no bloqueio. O toque da bola no bloqueio não é contabilizado.
A invasão por baixo de mãos e pés é permitida apenas se uma parte dos membros permanecer em contato com a linha central.

Fundamentos
Um time que deseja competir em nível internacional precisa dominar um conjunto de seis habilidades básicas, denominadas usualmente sob a rubrica "fundamentos". Elas são: saque, passe, levantamento, ataque, bloqueio e defesa. A cada um destes fundamentos compreende um certo número de habilidades e técnicas que foram introduzidas ao longo da história do voleibol e são hoje consideradas prática comum no esporte.

Saque ou serviço
O saque ou serviço marca o início de uma disputa de pontos no voleibol. Um jogador posta-se atrás da linha de fundo de sua quadra, estende o braço e acerta a bola, de forma a fazê-la atravessar o espaço aéreo acima da rede delimitado pelas antenas e aterrissar na quadra adversária. Seu principal objetivo consiste em dificultar a recepção de seu oponente controlando a aceleração e a trajetória da bola.

Um saque que a bola aterrissa diretamente sobre a quadra do adversário sem ser tocada pelo adversário - é denominado em voleibol "ace", assim como em outros esportes tais como o tênis.

No voleibol contemporâneo, foram desenvolvidos muitos tipos diferentes de saques:

Saque por baixo ou por cima: indica a forma como o saque é realizado, ou seja, se o jogador acerta a bola por baixo, no nível da cintura, ou primeiro lança-a no ar para depois acertá-la acima do nível do ombro. A recepção do saque por baixo é usualmente considerada muito fácil, e por esta razão esta técnica não é mais utilizada em competições de alto nível.
Jornada nas estrelas: um tipo específico de saque por baixo, em que a bola é acertada de forma a atingir grandes alturas (em torno 25 metros). O aumento no raio da parábola descrito pela trajetória faz com que a bola desça quase em linha reta, e em velocidades da ordem de 70 km/h. Popularizado na década de 1980 pela equipe brasileira, especialmente pelo ex-jogador Bernard Rajzman, ele hoje é considerado ultrapassado, e já não é mais empregado em competições internacionais.
Saque com efeito: denominado em inglês "spin serve", trata-se de um saque em que a bola ganha velocidade ao longo da trajetória, ao invés de perdê-la, graças a um efeito produzido dobrando-se o pulso no momento do contato.
Saque flutuante ou saque sem peso: saque em que a bola é tocada apenas de leve no momento de contato, o que faz com que ela perca velocidade repentinamente e sua trajetória se torne imprevisível.
Viagem ao fundo do mar: saque em que o jogador lança a bola, faz a aproximação em passadas como no momento do ataque, e acerta-a com força em direção à quadra adversária. Supõe-se que este saque já existisse desde a década de 1960, e tenha chegado ao Brasil pelas mãos do jogador Feitosa. De todo modo, ele só se tornou popular a partir da segunda metade dos anos 1980.
Saque oriental: o jogador posta-se na linha de fundo de perfil para a quadra, lança a bola no ar e acerta-a com um movimento circular do braço oposto. O nome deste saque provém do fato de que seu uso contemporâneo restringe-se a algumas equipes de voleibol feminino da Ásia.

Passe
Também chamado recepção, o passe é o primeiro contato com a bola por parte do time que não está sacando e consiste, em última análise, em tentativa de evitar que a bola toque a sua quadra, o que permitiria que o adversário marcasse um ponto. Além disso, o principal objetivo deste fundamento é controlar a bola de forma a fazê-la chegar rapidamente e em boas condições nas mãos do levantador, para que este seja capaz de preparar uma jogada ofensiva.

O fundamento passe envolve basicamente duas técnicas específicas: a "manchete", em que o jogador empurra a bola com a parte interna dos braços esticados, usualmente com as pernas flexionadas e abaixo da linha da cintura; e o "toque", em que a bola é manipulada com as pontas dos dedos acima da cabeça.

Quando, por uma falha de passe, a bola não permanece na quadra do jogador que está na recepção, mas atravessa por cima da rede em direção à quadra da equipe adversária, diz-se que esta pessoa recebeu uma "bola de graça".


Manchete
É uma técnica de recepção realizada com as mãos unidas e os braços um pouco separados e estendidos, o movimento da manchete tem início nas pernas e é realizado de baixo para cima numa posição mais ou menos cômoda, é importante que a perna seja flexionada na hora do movimento, garantindo maior precisão e comodidade no movimento. Ela é usada em bolas que vem em baixa altura, e que não tem chance de ser devolvida com o toque.

É considerada um dos fundamentos da defesa, sendo o tipo de defesa do saque e de cortadas mais usado no jogo de voleibol. É uma das técnicas essenciais para o líbero mas também é empregada por alguns levantadores para uma melhor colocação da bola para o atacante.

Levantamento
O levantamento é normalmente o segundo contato de um time com a bola. Seu principal objetivo consiste em posicioná-la de forma a permitir uma ação ofensiva por parte da equipe, ou seja, um ataque.

A exemplo do passe, pode-se distinguir o levantamento pela forma como o jogador executa o movimento, ou seja, como "levantamento de toque" e "levantamento de manchete". Como o primeiro usualmente permite um controle maior, o segundo só é utilizado quando o passe está tão baixo que não permite manipular a bola com as pontas dos dedos, ou no voleibol de praia, em que as regras são mais restritas no que diz respeito à infração de "carregar".

Também costuma-se utilizar o termo "levantamento de costas", em referência à situação em que a bola é lançada na direção oposta àquela para a qual o levantador está olhando.

Quando o jogador não levanta a bola para ser atacada por um de seus companheiros de equipe, mas decide lançá-la diretamente em direção à quadra adversária numa tentativa de conquistar o ponto rapidamente, diz-se que esta é uma "bola de segunda".

Ataque
O ataque é, em geral, o terceiro contato de um time com a bola. O objetivo deste fundamento é fazer a bola aterrissar na quadra adversária, conquistando deste modo o ponto em disputa. Para realizar o ataque, o jogador dá uma série de passos contados ("passada"), salta e então projeta seu corpo para a frente, transferindo deste modo seu peso para a bola no momento do contato.

O voleibol contemporâneo envolve diversas técnicas individuais de ataque:


Ataque do fundo: ataque realizado por um jogador que não se encontra na rede, ou seja, por um jogador que não ocupa as posições 2-4. O atacante não pode pisar na linha de três metros ou na parte frontal da quadra antes de tocar a bola, embora seja permitido que ele aterrisse nesta área após o ataque.
Diagonal ou Paralela: indica a direção da trajetória da bola no ataque, em relação às linhas laterais da quadra. Uma diagonal de ângulo bastante pronunciado, com a bola aterrissando na zona frontal da quadra adversária, é denominada "diagonal curta".
Cortada ou Remate: refere-se a um ataque em que a bola é acertada com força, com o objetivo de fazê-la aterrizar o mais rápido possível na quadra adversária. Uma cortada pode atingir velocidades de aproximadamente 200 km/h.
Largada: refere-se a um ataque em que jogador não acerta a bola com força, mas antes toca-a levemente, procurando direcioná-la para uma região da quadra adversária que não esteja bem coberta pela defesa.
Explorar o bloqueio: refere-se a um ataque em que o jogador não pretende fazer a bola tocar a quadra adversária, mas antes atingir com ela o bloqueio oponente de modo a que ela, posteriormente, aterisse em uma área fora de jogo.
Ataque sem força: o jogador acerta a bola mas reduz a força e conseqüentemente sua aceleração, numa tentativa de confundir a defesa adversária.
Bola de xeque: refere-se à cortada realizada por um dos jogadores que está na rede quando a equipe recebe uma "bola de graça" (ver passe, acima).

Bloqueio
O bloqueio refere-se às ações executadas pelos jogadores que ocupam a parte frontal da quadra (posições 2-3-4) e que têm por objetivo impedir ou dificultar o ataque da equipe adversária. Elas consistem, em geral, em estender os braços acima do nível da rede com o propósito de interceptar a trajetória ou diminuir a velocidade de uma bola que foi cortada pelo oponente.

Denomina-se "bloqueio ofensivo" à situação em que os jogadores têm por objetivo interceptar completamente o ataque, fazendo a bola permanecer na quadra adversária. Para isto, é necessário saltar, estender os braços para dentro do espaço aéreo acima da quadra adversária e manter as mãos viradas em torno de 45-60° em direção ao punho. Um bloqueio ofensivo especialmente bem executado, em que bola é direcionada diretamente para baixo em uma trajetória praticamente ortogonal em relação ao solo, é denominado "toco".

Um bloqueio é chamado, entretanto, "defensivo" se tem por objetivo apenas tocar a bola e deste modo diminuir a sua velocidade, de modo a que ela possa ser melhor defendida pelos jogadores que se situam no fundo da quadra. Para a execução do bloqueio defensivo, o jogador reduz o ângulo de penetração dos braços na quadra adversária, e procura manter as palmas das mãos voltadas em direção à sua própria quadra.

O bloqueio também é classificado, de acordo com o número de jogadores envolvidos, em "simples", "duplo" e "triplo".


Defesa
A defesa consiste em um conjunto de técnicas que têm por objetivo evitar que a bola toque a quadra após o ataque adversário. Além da manchete e do toque, já discutidos nas seções relacionadas ao passe e ao levantamento, algumas das ações específicas que se aplicam a este fundamento são:


Peixinho: o jogador atira-se no ar, como se estivesse mergulhando, para interceptar uma bola, e termina o movimento sob o próprio abdômen.
Rolamento: o jogador rola lateralmente sobre o próprio corpo após ter feito contato com a bola. Esta técnica é utilizada, especialmente, para minimizar a possibilidade de contusões após a queda que é resultado da força com que uma bola fora cortada pelo adversário.
Martelo: o jogador acerta a bola com as duas mãos fechadas sobre si mesmas, como numa oração. Este técnica é empregada, especialmente, para interceptar a trajetória de bolas que se encontram a uma altura que não permite o emprego da manchete, mas para as quais o uso do toque não é adequado, pois a velocidade é grande demais para a correta manipulação com as pontas dos dedos.

Principais competições
Organizadas pela federação internacional (FIVB), as principais competições de voleibol são torneios internacionais que podem ser divididos em dois grupos: grandes eventos que ocorrem em ciclos de quatro anos e eventos anuais, criados a partir da década de 1990. De menor importância, mas igualmente tradicionais, são os torneios organizados por cada uma das cinco grandes confederações continentais.

Por fim, diversas federações possuem torneios e ligas nacionais, que ganham em prestígio de acordo com o volume de capital investido e a qualidade dos atletas envolvidos.

Entre as principais competições de voleibol, destacam-se:

Internacionais
Torneio Olímpico de Voleibol: a cada quatro anos, desde 1964
Campeonato Mundial de Voleibol: a cada quatro anos, desde 1949 (homens) e 1952 (mulheres)
Copa do Mundo: a cada quatro anos, desde 1965 (homens) e 1973 (mulheres)
Liga Mundial: anualmente, desde 1990
Grand Prix: anualmente, desde 1993
Copa dos Campeões de Voleibol: a cada quatro anos, desde 1993

Nacionais
Superliga (Brasil)
Liga Nacional de Vôlei (Mundo)
liga feminina de volei (chile)

Curiosidades
Durante uma partida, um jogador dá de sessenta a oitenta saltos entre os saques, ataques e bloqueios. Alguns podem chegar a cem saltos.
Bebeto de Freitas, treinador da Seleção Brasileira tinha um estoque interminável de superstições. Numa excursão a Europa, em 1988, o Brasil perdia para a Holanda quando Bebeto pediu tempo. Havia um prego solto na cadeira e sua calça ficou presa. O resultado foi um indisfarçável buraco nos fundilhos. Só que, a partir disso, o Brasil virou o marcador. Nos jogos seguintes, a conta da supervisão, ele continuou usando a calça daquele jeito mesmo. Mas era só aparecer uma derrota para ele desistir da coisa. A calça furada aguentou quatro partidas.
A Seleção Masculina de Voleibol do Brasil possui os dois recordes mundiais de público na história do voleibol: Em 26 de Julho de 1983, no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, 95.887 pessoas viram o Brasil derrotar num amistoso a União Soviética por 3-1, num recorde absoluto da história do esporte. No dia 6 de Julho de 1995, no Ginásio do Mineirinho, em Belo Horizonte, foi batido o recorde de público numa partida in door: 25.326 torcedores superlotaram o ginásio para ver a Itália bater o Brasil por 3-2, na fase decisiva de classificação para as finais da Liga Mundial daquele ano.
Antes do estouro do voleibol, durante os anos 1980, a Seleção Brasileira se resumia a um único grande jogador. A dinastia de Antônio Carlos Moreno durou 21 anos e 366 jogos. Uma trajetória exemplar, iniciada aos dezessete anos, em que ele disputou sete campeonatos sul-americanos e quatro jogos Pan-Americanos. Participou também de quatro mundiais e cinco Olimpíadas.
A jogadora brasileira Fernanda Venturini nasceu com a perna esquerda um centímetro mais curta que a direita. Por isso, ela é obrigada a usar uma palmilha especial.
A partir dos Jogos Olímpicos de 1988, uma nova regra impediu a interrupção do jogo para que se pudesse secar a quadra. Os times passaram a entrar com toalinhas presas na parte de trás do calção, usadas sempre que o suor molha o piso. (Esta regra não está mais em vigor)
O carioca Dartagnan Jatobá, ex-campeão carioca de judô, tem uma profissão insólita: é um torcedor profissional de voleibol. Sua corneta já é conhecida desde 1982. Depois de ajudar a fundar a torcida flamenguista Raça Rubro-Negra, ele recebeu dinheiro do Banco Econômico para torcer pelo Brasil na Copa do Mundo da Espanha. O Brasil perdeu e Dartagnan achou melhor trocar o futebol pelo voleibol. Estreou no Mundialito de 1982. Dartagnan foi o responsável por distribuir em Barcelona 15 mil camisetas e mil bonés com o logotipo do Banco do Brasil. Para isso ele recebeu passagem de avião, ingressos para os jogos e diária de quarenta dólares.

Mais informações no: http://pt.wikipedia.org/wiki/Voleibol

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

História sobre o Jumpstyle

Jumpstyle
O termo Jumpstyle é usado tanto para o gênero musical, subgênero de Hardcore Techno, quanto para um tipo de dança. Começou centrado na Bélgica, mas hoje se espalha por toda a Europa. Pode parecer um pouco engraçado, mas para os adeptos chega a ser um estilo de vida. O Jumpstyle surgiu em 1997 na Bélgica.

Performance
A dança moderna associada com o Jump, evoluiu a partir do Hakken-dance (conhecida como Garber, popular nos anos 90). O Jump moderno também é chamado de Skien. A performace com mais de uma pessoa é a mais popular. As pernas são as partes do corpo mais importante no Jumpstyle. É realizado através de uma série de oscilações com as pernas, para frente e para trás no ritmo da música. Um dos modos mais simples de dançar Jumpstyle é a forma OldSchool, no qual a base é feita da seguinte maneira:

Pule duas vezes (apenas antes de começar a sequência, como se estivesse aquecendo-se)
Chute a perna direita duas vezes para frente, ao mesmo tempo, pule. O pé tem que estar na mesma altura que o joelho.
Chute a perna esquerda uma vez para frente.
Jogue a perna esquerda para trás, sem tocar o chão com o bico do pé.
Em seguida, jogue a perna direita para trás, tocando o chão com o bico do pé.
Repita o processo desde o segundo passo.
Os demais passos mais difícies incluem giros e assim por diante.

Música
A música que acompanha o Jumpstyle é descendente do Happy hardcore e Gabber. Suas batidas são geralmente entre 135 a 190 BPM. Mas ela não pode ser encarado como um simples avanço do Gabber. É caracterizada por uma 909 kick drum usadas em 4 tipo de batidas. Ela também tem influências de Chicago House e Hard dance. Hoje, Jumpstyle tem seu próprio estilo de música, que recebe o mesmo nome da dança.

Variações
Jumpstyle pode ser realizadas de várias formas:

OldSchool: Foi com base nesse primeiro movimento que a dança recebeu o nome de Skien. Mais tarde surgiu um certo padrão que foi uma combinação de chutes para frente e para trás em cima da Base, e mais tarde, vieram alguns movimentos como giros.
Hardjump: A etapa básica é diferente dos outros e os saltos são mais fortes em direção ao chão.
Tekstyle: Tekstyle é uma 'fusão' de jumpstyle com o tektonik (estilo de dança onde os movimentos são bem elásticos e soltos); tem uma base diferenciada das demais e muitos giros usando apenas uma das pernas. Dançarinos mais conservadores não a encaram como parte do Jumpstyle.
Starstyle: Este estilo é dançado a uma longa distância em horizontal. É errado dizer que Starstyle é a mesma coisa que Tekstyle.
Freestyle: Nesse tipo de estilo, o Jumpstyle vira qualquer tipo de variação. Como não há restrições específicas. Muitas vezes o dançarino inventa o passo na hora, sem tentar fugir muito do estilo.
Ownstyle: Muito parecido com o Freestyle, porém não há passos inventados. O Ownstyle é uma combinação feita pelo OldSchool Jump, Hardjump, Tekstyle e pelo Starstyle. É uma forma não oficial, recém criada pelo grupo polonês "The Legendary Team", não chegando a ser tão conhecida quanto outras vertentes.
Duojump: Jumping com dois (ou mais) pessoas ao mesmo tempo, com os mesmos passos. Geralmente, os dois (ou mais) dançarinos tem praticado a rotina antes de apresentarem. A maioria dos que dançam em dois ou mais preferem combinar os passos do OldSchool por serem mais fáceis.

Sobre Jumpstyle
Koen Bauweraerts (DJ Coone): "Jumpstyle se tornou um estilo de vida, assim como o Hip-hop e o Techno. Para mim, é a melhor festa em torno de música. Não há outro estilo que faz você ir a loucura e esquecer das preocupações."

sábado, 22 de agosto de 2009

Tênis

Ténis (português europeu) ou tênis (português brasileiro) é um desporto de origem britânica, disputado em quadras geralmente abertas e de superfícies sintéticas (Australia Open), cimento (US Open), saibro (Roland Garros), ou relva (Wimbledon). Participam no jogo dois oponentes ou duas duplas de oponentes, podendo ser mistas (homens e mulheres) ou não. A quadra é dividida em duas meia-quadras por uma rede, e o objetivo do jogo é rebater uma pequena bola para além da rede (para a meia-quadra adversária) com ajuda de uma raquete.


Para marcar um ponto é preciso que a bola toque no solo em qualquer parte dentro da quadra adversária, fazendo com que o adversário não consiga devolver a bola antes do segundo toque, ou que a devolva para fora dos limites da outra meia-quadra. O desporto assim possui aspectos de ataque (rebater bem a bola, dificultando a devolução do adversário) e defesa (bom posicionamento em quadra, antecipação do lance adversário etc).

O tênis possui um intricado sistema de pontuação, que subdivide o jogo em games/jogosPE e sets/partidasPE. Grosso modo, um game é um conjunto de pontos (15-30-40-game) e um set é um conjunto de games (1-2-3-4-5-set). Cada game tem um jogador responsável por recolocar a bola em jogo: fazer o serviço ou sacar. No tênis de competição, é comum que o jogador que serve fature o game, já que tem a vantagem do ataque e dita o ritmo do jogo. Desta forma, uma das estratégias de jogo é tentar inverter esta vantagem durante a troca de bola ou durante a defesa fazer com que o adversário, através de erros, perca os games em que está sacando. Ganha o jogoPB/encontroPE aquele que atingir um número de sets pré-definido - geralmente 2 sets, sendo de 3 sets para os grandes torneios masculinos.

Linguagem do esporte

Ace / Ás - Saque que, bem colocado ou batido com muita eficácia, não dá chance ao adversário de pegar a bola na tentativa de resposta.
Approach / Aproximação - O approach é o golpe que propicia ao tenista que o executou chegar à rede para tentar um voleio, feito proximo ao T na quadra.
Backhand - Pancada de esquerda (ou, para canhotos, de direita), batida com as costas da mão viradas para a frente.
Baloeiro - É uma gíria pejorativa utilizada entre os tenistas para se referir aos jogadores que mandam bolas altas (balões) de difícil devolução. Normalmente os jogadores iniciantes ou com pouca técnica se valem de tais artifícios para ganhar ao adversário, ainda que involuntariamente. Entretanto, há alguns jogadores profissionais famosos por "dar balão". Pete Sampras, por exemplo, apesar de não ser "baloeiro", costumava mandar bolas altas na esquerda de Agassi para vencer seu rival.
Break / Quebra de serviçoPE / Quebra de saquePB - Ganhar o game em que foi o adversário quem sacou.
Break point - Ponto que favorece o recebedor e assim pode conduzir à quebra de saque.
Challenger - Categoria de torneio profissional masculino, com premiação que varia de US$ 25 a US$ 150 mil.
Deuce / Iguais ou Vantagem nula - Palavra de origem francesa, que significa igualdade no placard de um game depois de ele atingir 40/40.
Drive - Qualquer golpe dado no fundo da quadra.
Drop shot / Amortie / DeixadinhaPB - É um golpe dado com efeito cortado (underspin) ou lateral (sidespin) para que a bola aterrisse perto da rede do lado adversário.
Falta - Um erro no saque (por sacar a bola para rede, para fora da área permitida, ou por pisar a linha de fundo de quadra). Dois erros consecutivos, ou dupla falta, fazem o servidor dar um ponto ao oponente.
FIT ou ITF - Sigla da Federação Internacional de Tênis (International Tennis Federation)
Follow Through - ato de manter contato da raquete com a bola (depois do contato inicial das mesmas) por um certo tempo para melhor direcionamento da bola. Como se estivesse "empurrando" a bola. Geralmente esse contato é mantido por volta de dois a três centímetros.
Forehand: Pancada de direita (ou, para canhotos, de esquerda), batida com a palma da mão virada para fora.
Grip / PunhoPE / EmpunhaduraPB - Parte da raquete onde o tenista segura para a usar. Cabo. Também denomina a forma de segurar a raquete. Usado também para designar o material que envolve o cabo, algumas vezes emborrachado e que evita que a mão escorregue.
Tipos de empunhadura:

Western'(Ocidental, em português)
Eastern (Oriental, em português)
Continental (direita e esquerda)
Net - Lance no qual durante a execução do saque, a bola toca a fita da rede (net) e cai dentro da área de saque, resultando em um novo primeiro ou segundo serviço.
Lob / Chapéu ou Balão - Golpe dado sobre o adversário quando ele está próximo da rede. Tecnicamente, o lob é uma passada só que a bola passa por cima dele (passing shot).
Love - é o mesmo que zero. Os estudiosos dizem que foi introduzido à linguagem do tênis por dois motivos: O primeiro deles é o fato de que se o jogador está com zero, significa que ele só joga por amor, em inglês Love. O segundo dele é o fato de na língua francesa, l'oeuf significar ovo, que parece um zero.
Match point - Ponto que permite encerrar a partida.
Overhead - Golpe dado por sobre a cabeça depois da bola tocar a quadra.
Passing Shot / Passada - Golpe dado sobre o adversário quando este está próximo da rede, em que a bola lhe passa pela esquerda ou direita.
Set / PartidaPE - Parte da contagem do tênis. A série termina quando um dos tenistas atingir 6 games vencidos, desde que haja dois games de diferença. Há jogos em melhor de três ou cinco sets.
Set point - Ponto que permite encerrar um set.
Slice / Fatiar ou Cortar - Golpe dado com a raquete quase na horizontal, como que "fatiando" a bola. É usado como recurso de defesa para quando não se está bem posicionado para executar um drive. Também é usado por muitos tenistas para fazer uma aproximação à rede ou simplesmente para quebrar o ritmo do adversário, que muitas vezes já espera uma bola veloz. Se for feito com força e de cima para baixo, produz uma bola de pouco ressalto(com efeito quica no chão e vai para oum dos lados) muito difícil de responder, cujo expoente máximo terá sido Yannick Noah.
Smash - Golpe dado por sobre a cabeça, quando a bola vem alta do adversário.
Topspin (ou Golpe Liftado) - Golpe com efeito que faz a bola passar alta sobre a rede para, em seguida, sofrer uma brusca descaída e tocar o campo de jogo adversário dentro da quadra. Como o próprio nome diz, esse efeito é realizado com a raquete tocando a bola por cima (top), que faz a bola girar e ganhar velocidade ao tocar na quadra. Com esse efeito a bola viaja mais lentamente do que quando batida chapada ou, em inglês, flat. Este tipo de jogo é frequentemente usado em quadras de piso lento (saibro).
Vantagem - Ponto que desempata o placard de igualdade (40 a 40 ou deuce). Vantagem significa que o ponto seguinte pode concluir o game. Pode ser "vantagem do sacador" ou "vantagem do recebedor" . Em campeonatos internacionais, diz-se o nome de quem tem a vantagem.
Volley / Voleio PB - Ato de golpear a bola antes que a mesma toque a quadra. Geralmente é feito perto da rede.
Winner - Ponto vencedor. Bola lançada em local indefensável para o adversário. O winner pode ser dado num saque, voleio, deixadinha, passada ou golpe de fundo de quadra.
Contagem de pontos - Os pontos são dados nesta ondem: 0, 15, 30, 40. Em cada ponto existe um lugar certo para sacar, o lado direito ou esquerdo.
Lado esquerdo: 15-0, 30-15, 40-0, 40-30, vantagem.

Lado direito: 0-0, 15-15, 30-0, 30-30, 40-15, 40-40(deuce ou iguais).

Raquete

Em 1583, surge a primeira raquete com encordoamento vertical, como as de hoje, em substituição ao transversal. A raquete desenvolvida pelo neerlandês Mitelli, em 1675, tem o cabo mais longo em relação à área de impacto. O aparecimento da raquete com cabo liso, em 1891, ajuda a evitar as habituais torções no pulso.

No fim do século XIX, acontece uma grande revolução no formato: o lançamento dos primeiros modelos ovais. A área de batida das bolas também se renova. Os minúsculos quadrados do encordoamento se multiplicam. Inspirada em instrumentos musicais italianos, a raquete de 1930 é apresentada com um novo desenho.

Esse desenho ficou conhecido por ter uma aparência de "panelões", raquetes com cabo metálico e área de impacto maior para facilitar o jogo. Hoje em dia, a raquete mais moderna tem a abertura na armação que reduz a resistência do ar, a área de batida é menor e a corda mais fina.

O court / quadra

O tênis é jogado em uma superfície plana retangular, geralmente da grama, saibro, ou em piso duro. A quadra tem 78 pés (23,77m) de comprimento, e sua largura são 27 pés (8,23m) para partidas singulares, e 36 pés (10,97m) para partidas a pares. O espaço adicional em torno da quadra é requerido para que jogadores possam alcançar a bola quando esta depassa os limites da quadra. Uma rede é esticada a meio da quadra em toda a sua largurada, paralela com as linhas de base, dividindo-a em duas partes iguais. A rede tem 3 pés e 6 polegadas (1,07m) de altura nas extremidades, e 3 pés (914mm) de altura no centro.

Há três tipos principais de quadras, dependendo dos materiais usados para a superfície da mesma. Cada superfície fornece uma diferença na velocidade e no salto da bola de tênis.

Quadra de argila/terra batida (saibro);
Quadra de grama;
Hardcourt (piso duro: cimento, borracha sintética, carpete ou lama asfáltica).

Clay / Terra batida / Saibro
A quadra de saibro é composta por terra e argila, coberta com pó de tijolo, um piso que torna o jogo um pouco mais lento. As bolas saltam relativamente altas e mais lentamente, fazendo com que seja mais difícil que um jogador bata um tiro indefensável. Em quadras de argila, as linhas de chamada são facilmente visíveis porque a bola deixa uma marca no solo. O Torneio de Roland Garros disputa-se em quadras deste tipo.

Hard Court / Piso rápido / Piso duro
Este tipo de quadra abrange muitas superfícies diferentes, variando do cimento, tartan ou asfalto até superfícies de madeira ou grama artificial semelhante a AstroTurf. É um piso de jogo rápido mas de fácil execução técnica, devido ao seu piso regular. Os ressaltos baixos fazem com que as jogadas sejam curtas e poderosas; jogadores do tipo serviço-rede têm vantagem neste tipo de superfície.

Grass / Relva / Grama
Como o próprio nome indica, é feito de grama. É o piso mais rápido do tênis, caracterizando-se pela irregularidade do ressalto da bola (dependendo de quão saudável a grama é e de quão recentemente foi cortada). Os grandes vencedores nesta superfície jogam ao estilo serviço e voleio, como Roger Federer e Pete Sampras. O Torneio de Wimbledon é jogado nesta superfície.

Grand Slam

O Grand Slam é a sequência dos quatro principais torneios do mundo: Roland Garros (França), Wimbledon (Inglaterra), Aberto dos EUA (Estados Unidos) e Aberto da Austrália.

A expressão Grand Slam veio de uma associação com outro esporte, o baseball. Quando uma equipe consegue completar, de uma só vez, as quatro bases, ela provoca um "grand slam" (grande barulho) no estádio - ninguém se cansa de aplaudir a incrível jogada. No tênis, quem vence os quatro maiores torneios consegue um fato tão raro quanto completar as quatro bases sucessivas no baseball, daí a comparação. O maior vencedor de Grand Slams é o suíço Roger Federer (ainda em atividade) com 15 títulos. Vencer os quatro Grand Slams em uma única temporada é um fato muito raro. Dois homens e três mulheres conseguiram essa proeza:

Masculino
John Donald Budge (Estados Unidos), em 1938.
Rod Laver (Austrália), em 1962 e 1969.

Feminino
Maureen Connoly (Estados Unidos), em 1953.
Margaret Smith Court (Austrália), em 1970.
Steffi Graf (Alemanha), em 1988.

Ano de criação dos torneios Grand Slam
Torneio de Roland Garros - 1891
Torneio de Wimbledon - 1877
Aberto dos Estados Unidos - 1881
Aberto da Austrália - 1905

sábado, 15 de agosto de 2009

Hino da Proclamação da República

Música: Leopoldo Miguez (1850-1902)
Versos: Medeiros e Albuquerque (1867-1934)

Seja um pálio de luz desdobrado,
Sob a larga amplidão destes céus.
Este canto rebel que o passado
Vem remir dos mais torpes labéus!
Seja um hino de glória que fale
De esperança de um novo porvir!
Com visões de triunfos embale
Quem por ele lutando surgir!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz

Nós nem cremos que escravos outrora,
Tem havido em tão nobre país...
Hoje o rubro lampejo da aurora
Acha irmãos, não tiranos hostis.
Somos todos iguais!ao futuro,
Saberemos, unidos, levar
Nosso augusto estandarte que, puro,
Brilha, avante, da Pátria no altar!

Liberdade! ..

Se é mister de peitos valentes
Haja sangue em nosso pendão,
Sangue vivo do herói Tiradentes
Batizou este audaz pavilhão!
Mensageiro de paz, paz queremos,
E de amor nossa força e poder,
Mas da guerra nos transes supremos,
Heis de ver-nos lutar e vencer!

Liberdade! ..
Do Ipiranga é preciso que o brado
Seja um grito soberbo de fé.
O Brasil já surgiu libertado
Sobre as púrpuras régias de pé.
Eia, pois, brasileiros, avante !
Verde louros colhamos louçãos.
Seja nosso país triunfante,
Livre terra de livres irmãos!

Liberdade! ..